ALERTA SOBRE O DESLOCAMENTO DO DIU

O médico, entretanto, ponderou que as pacientes devem ter cautela com o DIU, pois ele deve sempre estar no lugar certo, caso contrário, pode acabar se deslocando e comprometendo a sua eficácia.

Confira a seguir a entrevista completa:

Deslocamento do DIU: quais as causas e sintomas

O DIU é um contraceptivo que precisa ficar alocado bem na cavidade uterina. Raramente ele sai do lugar, mas quando acontece é fácil perceber pelos sintomas como dor abdominal, sangramento irregular e até umas pontadas na parede do útero. O DIU é um contraceptivo que precisa ficar alocado bem na cavidade uterina. Raramente ele sai do lugar, mas quando acontece é fácil perceber pelos sintomas como dor abdominal, sangramento irregular e até umas pontadas na parede do útero. Shutterstock

O DIU é um contraceptivo que precisa ficar alocado bem na cavidade uterina. Raramente ele sai do lugar, mas quando acontece é fácil perceber pelos sintomas como dor abdominal, sangramento irregular e até umas pontadas na parede do útero.

O DIU (Dispositivo intrauterino) é um método contraceptivo de longa duração e muito eficaz. Mas, é preciso sempre estar no lugar certo, caso contrário, pode acabar comprometendo a sua eficácia. Uma vez implantado na cavidade uterina, garante uma proteção anticoncepcional que vai de 5 a 10 anos, dependendo do tipo - o DIU pode ser de cobre ou hormonal.

Mesmo com as vantagens, como qualquer anticoncepcional, é importante ficar atenta a qualquer sinal de que o corpo não está se adaptando ao dispositivo e fazer acompanhamentos regulares para saber se ele continua na mesma posição. Nós conversamos com o Dr. Alexandre Zabeu Rossi para entender o que pode causar o deslocamento do DIU e quais os sintomas que podem indicar que ele está fora do lugar.

Conheça as causas de deslocamento de DIU

Segundo o Dr. Alexandre, o número de mulheres que tiveram problemas com deslocamento do DIU é muito pequeno, mas pode acontecer. “A taxa de deslocamento depende do DIU, da experiência de quem o inseriu, do tempo de permanência e da própria paciente”. O médico explica que o mau posicionamento costuma ser frequente nos 4 primeiros meses de uso, exatamente no tempo de adaptação do corpo, e durante a menstruação, por conta das contrações naturais do útero.

Nesse último caso, os  movimentos podem fazer com que o DIU se mova para uma posição diferente da que ele deve ficar. O dispositivo deve ser sempre colocado por um profissional, de preferência um ginecologista, em um consultório. Inserir o DIU não é um procedimento cirúrgico e não precisa de anestesia. É rápido mas, em alguns casos, pode gerar um desconforto, tanto na hora como um tempo depois. Nos primeiros dias é normal sentir cólicas, mas com o tempo elas vão diminuindo até desaparecerem.

Assim como qualquer objeto diferente dentro do corpo humano, o DIU também pode sofrer algum tipo de rejeição por parte do organismo. Quando isso acontece, o próprio corpo começa a querer expulsar o dispositivo e ele acaba saindo do lugar até ser completamente eliminado pela vagina.

Conheça os sintomas do deslocamento do DIU

Uma das formas de descobrir se o DIU está no local certo é ficar em alerta aos sinais do corpo.  O Dr. Alexandre afirma que os sintomas mais comuns são cólicas e sangramento irregular. Nas mulheres que fazem uso do DIU hormonal, esses sintomas são mais alarmantes pois ele diminui o sangramentos, podendo até mesmo inibir completamente o período menstrual. Logo, elas sentem muito menos cólicas e têm fluxos mais leves.

Em alguns casos, as mulheres com DIU deslocado podem sentir dores abdominais ou até mesmo pequenas pontadas no baixo ventre, indicando que o dispositivo está encostando na parede uterina. Essa mudança de posição é mais rara ainda, no entanto, acaba sendo mais séria e pode causar perfurações.

DIU: como colocar e quais os cuidados

O DIU é um método contraceptivo de longa duração que pode ter validade de 5 a 10 anos, dependendo do tipo. O Dr Alexandre explica que não existe uma forma de evitar que o DIU se desloque no corpo da mulher, mas o acompanhamento já é o suficiente para saber se está tudo certo com o dispositivo. “É importante que a usuária de DIU passe em consulta ginecológica a cada 6 meses para ser examinada e realize um ultrassom 1 vez ao ano”.

Um exame clínico, feito durante a própria consulta ginecológica, já é capaz de identificar o posicionamento do objeto. Ao olhar colo do útero e visualizar o fio, o médico consegue monitorar a posição do dispositivo. Se o deslocamento for comprovado, é só reposicionar o DIU ou fazer uma nova aplicação.

Fonte: Portal Só Delas